Quase toda família tem uma fotografia que ganhou outro significado com o passar dos anos. Na época em que foi feita, era apenas mais uma imagem. Hoje, é a última lembrança de um encontro, de um almoço de domingo, de um aniversário ou de uma visita sem importância aparente. Ninguém imaginava que aquele seria o último registro ao lado do pai.
Nesta reportagem especial de Dia dos Pais, celebrado neste domingo (09), o Jornal Expressão pediu que filhos e filhas voltassem aos seus álbuns de família. O desafio não era encontrar a melhor fotografia, mas aquela que, depois da despedida, passou a ocupar um lugar diferente na memória. A partir dela, eles contam quem foi seu pai, o que a imagem representa e quais palavras ainda gostariam de dizer.
Em comum, todos revelam que, após a despedida, a foto deixou de ser apenas uma imagem para se tornar uma das lembranças mais valiosas de suas vidas.
Seguem registros do especial Dia dos Pais

Pai: José Helmuth Körbes
Um pai que fez da família e da cultura sua missão
José Helmuth Körbes aparece na última fotografia durante a comemoração de seus 95 anos, registrada apenas 15 dias antes de sua partida, em 2 de junho de 2016. Para complementar essa lembrança, a família também escolheu uma fotografia que reúne os filhos.
Pai de 16 filhos, José Helmuth Körbes foi o alicerce da família. Tornou-se uma das grandes referências comunitárias e culturais da região, dedicando a vida ao canto coral, à música e à preservação da língua alemã. Durante 70 anos atuou como regente de coral, foi vereador de Itapiranga antes da emancipação de São João do Oeste, exerceu a função de escrivão do Cartório de São João do Oeste e esteve entre os fundadores da Banda Comunitária de São João do Oeste e da Liga Cultural e Artística da Fronteira Oeste de Santa Catarina.
Ao olhar para a última fotografia, as filhas Ivete Grasel e Astéria Körbes Hilgert revivem os momentos simples que hoje ganharam um significado ainda maior. A imagem traz de volta as conversas durante o chimarrão, os ensinamentos compartilhados e a serenidade dos últimos dias ao lado do pai.
“Quando vejo essa foto, lembro das nossas conversas, dos conselhos e da forma tranquila como ele sempre nos ensinava a enfrentar a vida. É uma lembrança que aquece o coração e nos faz sentir que ele continua presente”, conta Ivete.
Para Astéria, a fotografia representa um legado que vai além da imagem. “Somos imensamente gratas pela vida que ele nos deu e pelos valores que nos transmitiu. O pai nos ensinou pelo exemplo, com dedicação à família, à comunidade e à cultura. Tenho certeza de que continua nos abençoando lá do céu.”
José Helmuth Körbes faleceu em 2 de junho de 2016, aos 95 anos. Segundo a família, ele caminhava com o auxílio de um andador quando pronunciou suas últimas palavras: “Estou indo com a mãe!” Em seguida, foi amparado e levado até a cama. Para as filhas, foi uma despedida serena. “A chama da vida terrena se apagou para se acender no plano do Criador”, definem.
Ao imaginar que o pai pudesse ler esta reportagem, as filhas Ivete e Astéria resumem em poucas palavras o sentimento que permanece vivo mesmo após a despedida: “Gratidão, pai, pela vida e por tudo o que proporcionaste a todos nós, teus filhos. Obrigado pelos conselhos, pelas orientações e até pelas correções, que nos ajudaram a ser quem somos hoje. Que estejas na Luz e na Paz, continuando a nos abençoar.”
O exemplo que permanece em cada lembrança

Pai: Francisco Xavier Aloisio Melchiors.
Para o empresário Vanderlei Melchiors, a fotografia escolhida não é apenas um registro de um momento em família. Ela guarda a despedida silenciosa de quem foi seu maior exemplo de vida: o pai, Francisco Xavier Aloisio Melchiors.
“Meu pai foi meu exemplo, meu ídolo. A pessoa que sempre mereceu meu maior respeito e admiração. Trabalhou incansavelmente para cuidar da nossa família e fez de tudo para garantir estudo e oportunidades para mim e meus irmãos. Foi um homem de valores, que deixou um legado pelo exemplo.”
A imagem foi registrada no último Dia dos Pais que passaram juntos. Francisco estava internado no hospital e, naquele momento, ninguém imaginava que aquele seria o último domingo ao seu lado. Quatro dias depois, em 17 de agosto de 2017, ele faleceu em decorrência de sequelas pulmonares provocadas por um tratamento contra um câncer de esôfago realizado anos antes.
Hoje, a fotografia representa muito além de um encontro entre pai e filho. Tornou-se um símbolo de amor, gratidão e saudade.
Se pudesse falar mais uma vez com o pai, Vanderlei sabe exatamente o que diria:
“Obrigado, meu pai, pelo dom da minha vida. Obrigado pelos ensinamentos que me guiaram a seguir seu exemplo e sua profissão. Tudo o que você me ensinou continua vivo em mim.”
O herói e o exemplo de toda a família

Pai: Nilo Fank
Para Sueli Teresinha Fank Sulzbacher, a última fotografia ao lado do pai, Nilo Fank, ganhou um significado que jamais imaginou ter. O registro foi feito durante os dias em que ele esteve internado, após passar mal e ser diagnosticado com pneumonia. Naquele momento, a expectativa era de que ele logo voltasse para casa.
“Jamais pensei que aqueles seriam meus últimos registros com ele. No dia em que receberia alta médica, ele teve uma insuficiência respiratória. Se eu soubesse que seriam os nossos últimos dias juntos, teria dito tantas coisas e agradecido por cada momento que vivemos.”
Nilo faleceu em 4 de julho de 2026, após uma semana de internação. Segundo a filha, ele foi muito mais do que um pai: foi um verdadeiro herói e um exemplo de integridade.
“Meu pai foi meu herói. Um homem íntegro, parceiro, honesto e dono de um coração de ouro. Mesmo viúvo havia cinco anos, fazia de tudo pelos quatro filhos. Para ele, a família era o seu maior tesouro.”
Além da dedicação à família, Nilo também deixou marcas por onde passou. Na Madeireira Fank, era reconhecido pela forma respeitosa e igualitária com que tratava os colaboradores. Na comunidade de Santo Antônio, destacou-se pelo envolvimento com o Esporte Clube Harmonia, onde foi colaborador e torcedor até os últimos dias de vida.
Se pudesse deixar uma última mensagem ao pai, Sueli faria questão de agradecer pelo exemplo que ele construiu.
“Pai, foste um exemplo a ser seguido. Deixaste um grande legado de como ser família e sempre quiseste o bem de todos. Serás lembrado pelo teu sorriso, pelos ensinamentos e pela humildade. O teu legado nós vamos continuar. Te amamos para sempre.”
Uma conquista que eternizou o orgulho do pai

Pai: Celso Kunst
Na fotografia escolhida por Gilmar Kunst, o pai, Celso Kunst, aparece ao seu lado em um dos momentos mais importantes da vida do filho: a conclusão da formação profissional. Muito além de registrar uma conquista, a imagem simboliza anos de esforço, renúncia e dedicação de um pai que fez do trabalho no campo o caminho para garantir um futuro melhor aos filhos.
Natural de Linha Medianeira, em São João do Oeste, Celso Kunst foi lembrado pelo filho como um homem simples, trabalhador e profundamente comprometido com a família e com a comunidade. Líder comunitário, viveu grande parte da vida na agricultura, guiado por valores como honestidade, responsabilidade e espírito de serviço.
Para Gilmar, a fotografia carrega uma história que começou muito antes da cerimônia de formatura. “Essa conquista só foi possível graças ao esforço e ao sacrifício do meu pai. Ele enfrentou anos difíceis na roça para que eu pudesse estudar. Primeiro concluí o curso Técnico em Agropecuária e, mais tarde, a graduação em Administração. Em cada etapa dessa caminhada existe um pouco da dedicação dele.”
Ao revisitar a imagem, o filho diz que a primeira lembrança é o orgulho do pai. “Quando olho para essa foto, vejo o orgulho estampado no rosto dele e lembro do carinho com que sempre conduziu nossa família. Ao mesmo tempo, ela desperta uma saudade enorme e a dor da ausência, que permanece em nossos corações.”
Celso Kunst faleceu em 3 de julho de 2016, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Neste ano, completam-se dez anos de sua partida. Gilmar recorda que, mesmo diante da gravidade da situação, a família ainda teve a oportunidade de viver uma última despedida. Sua irmã Janete e o cunhado Inácio, que estavam em São Paulo acompanhando o filho Fabiano Leismann, conseguiram retornar a tempo de se despedir. Poucas horas depois, já no Hospital Regional de São Miguel do Oeste, Celso partiu serenamente.
Ao imaginar que o pai pudesse ler esta reportagem, Gilmar resume em poucas palavras o sentimento que permanece vivo. “Muito obrigado por cada ensinamento, pelo exemplo de honestidade, respeito, trabalho e dedicação. Sou profundamente grato por tudo o que fez por mim, pela nossa família e pela comunidade onde viveu. Enfrentamos momentos difíceis, mas foram muito maiores as vitórias, as alegrias e o legado de união que o senhor deixou para todos nós.”
O filho afirma que o maior ensinamento deixado pelo pai foi mostrar que a verdadeira riqueza não está nos bens materiais, mas no caráter, na união da família e no compromisso de construir um futuro melhor para as próximas gerações. Um legado que, mesmo dez anos após sua partida, continua vivo na família Kunst e em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
O chimarrão que eternizou uma vida feliz

Pai: Antônio Padoin
Entre tantas fotografias guardadas ao longo da vida, Marcionara Padoin Casanova escolheu uma que, para ela, resume quem era seu pai, Antônio Padoin. O registro foi feito em março de 2023, durante a comemoração de seu aniversário. Na imagem, ele aparece sorrindo, segurando a cuia de chimarrão do jeito que mais gostava: bem enfeitada.
A fotografia ganhou um significado ainda maior depois de sua partida, em 2 de agosto de 2024, vítima de um câncer que teve início no estômago e depois atingiu os pulmões.
Há cerca de dez anos, pai e filha cultivavam uma tradição que se repetia em todos os aniversários dele. Ainda antes do amanhecer, entre 4h30 e 5 horas da manhã, Marcionara chegava à casa do pai para tomar chimarrão e café ao seu lado.
“Era o nosso momento. Todos os anos eu fazia questão de estar lá cedo para começar o dia com ele. Essa foto guarda exatamente isso: um aniversário feliz, o pai saudável, sorrindo, segurando a cuia de chimarrão que tanto gostava. É assim que eu escolho lembrar dele.”
Além dessa fotografia, outra ocupa um lugar especial em seu coração. Foi registrada já nos últimos meses de vida de Antônio, quando a doença o mantinha acamado.
“Mesmo doente, quando eu chegava, ele abria um espacinho na cama e dizia: ‘Não vai deitar?’. Hoje percebo que aquele convite era a forma mais bonita que ele tinha de dizer que queria minha companhia. É uma lembrança que vou carregar para sempre.”
Ao falar sobre o pai, Marcionara se emociona. Diz que é difícil encontrar palavras capazes de traduzir quem ele foi. “Meu pai era a melhor pessoa do mundo. Um homem honesto, trabalhador, de uma índole que ninguém questionava. Viveu para a família, para a esposa, para as filhas e para os netos. Nunca media esforços para ajudar quem precisasse. Podia estar cansado, mas bastava alguém pedir ajuda que ele estava pronto. Todas as minhas melhores lembranças são ao lado dele. Ele era o nosso porto seguro, o pilar da nossa família.”
Uma das maiores dores que carrega é lembrar que precisou esconder do pai a gravidade da doença. “Se ele pudesse ler esta reportagem, eu diria apenas: obrigada. Obrigada por tudo o que o senhor me ensinou, pelo amor, pelo exemplo de serenidade e pelo jeito carinhoso com que nos criou. O senhor nunca precisou levantar a voz para nos ensinar o caminho certo. Eu amo o senhor além desta vida. E também pediria perdão por ter escondido que a doença era tão grave. Fizemos isso porque queriamos proteger o seu coração e preservar a sua esperança até o fim.”
Hoje, quando olha para a fotografia do aniversário, Marcionara não vê apenas um homem comemorando mais um ano de vida. Ela vê o pai feliz, sorrindo, com a cuia de chimarrão nas mãos — exatamente como deseja guardá-lo para sempre em sua memória.
O legado de um pai que viveu para servir

Pai: Ottmar José Schneiders
Para Silvane Inês Schneiders Baumgarten, recordar o pai, Ottmar José Schneiders, é lembrar de um homem que dedicou a vida ao bem comum. Mais do que a atuação pública, ela guarda a imagem de alguém que fazia do serviço à comunidade a sua verdadeira missão.
Segundo Silvane, o pai vivia intensamente esse propósito. “Sete dias por semana, 24 horas por dia, ele respirava isso. Servir às pessoas era uma verdadeira missão”, recorda. Ela conta que era comum vê-lo acordar de madrugada para verificar o tempo, preocupado tanto com os prejuízos causados pelo excesso de chuva quanto pela estiagem. “Nada era mais importante para ele, e a família compreendia isso. Nunca cobramos que ficasse mais em casa ou participasse de menos reuniões.”
Ela também destaca a generosidade e o senso de responsabilidade que marcaram sua trajetória. Conforme a filha, fazer política nunca foi um objetivo em si, mas uma ferramenta para atender às pessoas e aplicar corretamente os recursos públicos. Quando necessário, ele chegava a ajudar com recursos próprios para solucionar problemas da comunidade.
A última fotografia escolhida para esta homenagem mostra Ottmar sentado, sorrindo e sereno. Para Silvane, a imagem traduz exatamente o que ele buscou durante toda a vida. “Essa foto representa a paz, a calma, a satisfação e a consciência tranquila de quem fez o seu melhor.” Ela lembra ainda que o pai sempre valorizava o trabalho coletivo. “Ele falava em ‘nós’, nunca em ‘eu’. Essa humildade e honestidade intelectual nos enchem de orgulho.”
Outra imagem de grande significado para a família é a do último Natal que passaram juntos, em 25 de dezembro de 2023, ao lado da esposa e dos filhos. Pouco menos de três meses depois, em 16 de março de 2024, Ottmar José Schneiders faleceu após um processo gradual de demência.
Se pudesse lhe dirigir algumas palavras hoje, Silvane faria questão de agradecer. “Ele sentiria o amor infinito que tenho por ele e o imenso orgulho da sua trajetória. O seu legado continuará vivo, porque as boas sementes que plantou brotam diariamente no coração dos seus filhos, netos e amigos.”
Mesmo enfrentando a doença nos últimos anos de vida, ela diz que o pai jamais perdeu sua essência. “Manteve-se carinhoso, doce e amoroso até o momento do seu descanso final.” Para a família, é essa lembrança, somada ao exemplo de dedicação e serviço ao próximo, que permanece viva.
A lembrança de um pai que segue vivo no coração da família

Pai: Antônio Gustavo Niehues
Para Afonso Niehues, a última foto de seu pai, Antônio Gustavo Niehues, representa a eternização de um homem simples, generoso e dono de um coração que deixou profundas marcas na família e na comunidade.
Antônio era conhecido pelo jeito acolhedor, pela humildade e pela capacidade de levar alegria e esperança às pessoas ao seu redor. Segundo o filho, seu maior ensinamento esteve no exemplo diário de honestidade, trabalho, respeito, fé e amor à família.
“Meu pai era um homem de uma bondade rara, de coração puro e generoso. Tinha a capacidade de transformar qualquer ambiente com seu jeito simples e acolhedor”, relembra Afonso.
A fotografia desperta sentimentos de saudade, mas também de gratidão. Para Afonso, a imagem mantém viva a essência do pai e recorda os momentos felizes compartilhados ao longo dos anos.
“Essa última foto representa um misto de saudade, amor e gratidão. Ao olhar para ela, sinto novamente seu carinho, sua presença acolhedora e o privilégio de ter sido seu filho”, destaca.
Antônio Gustavo Niehues faleceu no dia 20 de janeiro de 2018, aos cuidados de Deus, de forma serena, durante o sono, após o almoço. Apesar da partida inesperada, a família guarda a certeza de que seus ensinamentos e seu exemplo continuam presentes.
Ao imaginar uma mensagem ao pai, Afonso resume o sentimento que permanece: “Eu diria que o amo profundamente e que sinto muita saudade. Agradeceria por cada ensinamento, cada conselho, cada abraço e por todo o amor que dedicou à nossa família”.
Para o filho, o maior legado deixado por Antônio está nos valores transmitidos e na forma de viver que continua inspirando a família. “Sua missão foi cumprida com honra e a gratidão que sinto por ter sido seu filho é eterna. Muito obrigado, papai, por tudo o que o senhor fez por nós. Seu exemplo continuará guiando nossa família por toda a vida.”
Um pai que ensinou pelo exemplo

Pai: Paulo José Griebeler
A fotografia escolhida pelos irmãos Fábio, Neiva e Nilva Griebeler ganhou um significado impossível de imaginar quando foi registrada. Hoje, ela se tornou um dos bens mais preciosos da família: o último retrato ao lado do pai, Paulo José Griebeler, que faleceu em 26 de julho de 2026, em decorrência de uma dissecção da aorta.
Os filhos lembram que Paulo Griebeler foi um homem íntegro, cuja maior riqueza nunca esteve nos bens materiais, mas na forma como viveu. Foi um esposo fiel, um pai presente e um avô carinhoso, que deixou como herança valores que continuam guiando toda a família.
“Nosso pai nos ensinou que o verdadeiro valor da vida está no amor, na fé, na humildade e no respeito. Ele acolhia, protegia e inspirava pelo exemplo. Não precisava de grandes discursos; cada atitude dele era uma lição que levaremos para sempre.”
Ao revisitar a última fotografia, a saudade se mistura à gratidão.
“Essa foto é um tesouro para nós. Ela eterniza um abraço, um sorriso e o privilégio de termos vivido ao lado de um pai tão especial. Cada vez que olhamos para essa imagem, a saudade aperta, mas também lembramos de tudo o que recebemos dele: o amor, os ensinamentos, a força e o exemplo. Hoje ele não está mais fisicamente conosco, mas continua presente em cada lembrança e em cada valor que nos deixou.”
A despedida aconteceu há poucos dias, tornando as lembranças ainda mais intensas. Mesmo em meio ao luto, os filhos encontraram forças para transformar a saudade em uma homenagem ao homem que foi o alicerce da família.
“Pai, se tivéssemos mais um momento ao seu lado, nós o abraçaríamos bem forte e diríamos o quanto o amamos. Obrigado por cada cuidado, por cada conselho, por colocar nossa família sempre em primeiro lugar e por nos ensinar, com a própria vida, o significado da dedicação, da honestidade e do amor. Temos muito orgulho do homem que o senhor foi e da história que construiu. O seu amor continua vivo em nós e continuará presente em tudo o que somos. Obrigado por tudo. Nós te amaremos para sempre.”
Embora a despedida seja recente e a dor ainda esteja presente, os filhos encontram conforto na certeza de que o legado do pai permanecerá vivo nas próximas gerações. A última fotografia, que um dia foi apenas um registro de família, transformou-se em um símbolo do amor, da união e da gratidão por terem tido o privilégio de chamá-lo de pai.
A fotografia que guarda as raízes de uma família

Pai: Hilário Strieder
Na fotografia escolhida por Elenice Strieder Sehn, não está apenas o pai, Hilário Strieder. Ao lado da esposa e dos filhos, a imagem retrata aquilo que ele mais prezava: a família reunida. Um registro simples, mas que, com o passar dos anos, tornou-se um dos maiores tesouros da família.
Hilário Strieder é lembrado pela filha como um homem extraordinário, presente em todos os momentos da vida dos filhos. Trabalhador incansável e empreendedor por natureza, acreditava que honestidade, dedicação e esforço eram os caminhos para construir uma vida digna. Mais do que os bens que deixou, seu maior legado foi o exemplo.
“Meu pai nos ensinou que a família é a nossa base. Ele fazia questão de participar da nossa vida, de estar presente e de demonstrar o amor nos pequenos gestos do dia a dia. Tudo o que ele construiu foi sustentado por valores que hoje continuam vivos em cada um de nós.”
Ao olhar para a fotografia, Elenice não enxerga apenas um momento registrado no tempo. Ela revê a união que sempre fortaleceu a família.
“Essa foto representa as minhas raízes. Ela me faz lembrar dos ensinamentos, do carinho, da cumplicidade e da certeza de que, acontecesse o que acontecesse, sempre tivemos uns aos outros. É uma imagem que traduz amor, pertencimento e tudo aquilo que moldou quem eu sou.”
Hilário Strieder faleceu em 16 de fevereiro de 2003, vítima de um acidente provocado por uma descarga elétrica na granja da família. A perda foi precoce e marcou profundamente a vida de todos, mas não apagou os ensinamentos que ele deixou.
Se pudesse conversar com o pai mais uma vez, Elenice escolheria falar de gratidão.
“Pai, a saudade nunca deixou de existir. Mas o senhor continua presente em cada valor que nos ensinou e em cada decisão que tomamos. Obrigada pelo amor, pelo exemplo de honestidade, pelo trabalho incansável e pela dedicação à nossa família. Seguimos unidos, honrando a sua história e procurando viver de uma forma que o deixaria orgulhoso. Tudo o que somos hoje tem muito da sua presença e dos seus ensinamentos. O senhor continua vivendo em nós.”
Um pai que fez da família sua maior riqueza

Pai: Inelo Ebbing
A última fotografia de Inelo Ebbing é, para a filha Simone Ebbing Niehues, muito mais que um registro. Ela representa a lembrança permanente de um pai alegre, generoso e dedicado à família e à comunidade, cuja ausência é amenizada pelas memórias e pelos valores que deixou.
Segundo Simone, o pai era conhecido pela felicidade contagiante, pelo jeito extrovertido e pela disposição em ajudar quem precisasse. Líder comunitário e dono de um coração generoso, conquistou o respeito e a admiração de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele.
“Meu pai era uma pessoa muito feliz, animada e de um coração enorme. Na sua simplicidade, deixou um legado de valores, coragem e amor que continuam vivos em nossos corações para sempre”, recorda.
A última foto simboliza o homem íntegro e companheiro que sempre foi. Para a filha, a imagem preserva a essência de alguém que fez da honestidade, da dedicação à família e do cuidado com o próximo a marca de sua trajetória.
Se pudesse falar novamente com o pai, Simone faria questão de expressar sentimentos que permanecem vivos desde sua partida.
“Pai, quero que saiba que continuo levando comigo tudo o que o senhor me ensinou. Há dias em que lembro do seu sorriso, dos seus conselhos e dos momentos que vivemos juntos. Também queria dizer que talvez eu não tenha dito o suficiente o quanto o amo e sou grata por tudo o que me ensinou. Tenho certeza de que, onde estiver, está em paz. Seguirei em frente cuidando de mim, da mãe e de suas netas, que tanto amou e com quem teve pouco tempo para conviver. Sua lembrança permanecerá para sempre em nosso coração.”
Inelo Ebbing faleceu no dia 23 de maio de 2022, em sua residência, vítima de um infarto fulminante, ao lado da esposa. Embora a saudade permaneça, a família encontra conforto no legado de amor, união e solidariedade que ele deixou e que continua presente nas gerações que o sucedem.
Domingo dia, 09, é o dia dos pais, e queremos através destes que foram exemplos, prestar nossa homenagem a todos eles.
Feliz e abençoado dia dos Papais a todos!
Por: Equipe Jornal Expressão

